Shindi Kiyota
Shindi Kiyota é conselheiro no segmento da sociedade civil na Fundação Agência da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (FABH-AT), bem como na Associação Universidade da Água (UNIÁGUA), uma ONG criada com o intuito de proteger, preservar e recuperar a água através da educação ambiental (com oficinas, palestras e etc, em programas realizados em parceria com escolas públicas, por exemplo), de forma a prevenir possíveis obstáculos relacionados aos recursos hídricos.
Segundo Shindi, antes a problemática que envolve a escassez da água não era vista com alarde. A população ainda acreditava que o bem era algo infinito. Atualmente, com as mudanças climáticas (o aquecimento global, por exemplo, foi o responsável por aumentar quase um grau da temperatura do planeta, segundo dados da Organização Meteorológica Mundial), a ciência de que a água é finita, um recurso caro e que deve ser preservado, está tomando conta da população. “Estamos em um momento em que a sociedade enxerga o próprio umbigo, mas [se esquecem que] para lavá-lo é preciso da água. É necessário se preocupar com a manutenção dela, em um âmbito coletivo”, comenta. Assim, nota-se o comportamento tardio em relação ao conhecimento e percepção das questões referentes ao nosso ecossistema e, principalmente, às questões hídricas.
Cria-se, então, a necessidade de ser trabalhada com as crianças, as complexidades que envolvem o meio ambiente e a água, com o intuito de ensinar, desde cedo, a importância e como preservar os nossos recursos naturais. Sendo assim, Kiyota acredita que a educação ambiental (forma de aprendizado responsável por formar cidadãos preocupados com as questões ambientais e que busquem, além da sustentabilidade, a manutenção e proteção dos recursos naturais), deve se iniciar ainda na primeira infância e ser concluída quando a criança terminar o chamado “Ensino Fundamental I” (já na pré-adolescência, com aproximadamente 14 anos). A Secretaria do Estado de São Paulo prevê em seu currículo de “Ciências da Natureza”, o estudo relacionado aos nossos bens naturais e como preservá-los.
A formação consiste na ideia de que ela (criança) cresça com o hábito e conhecimento de como preservar e cuidar dos bens naturais: “não adianta partir para outro caminho que não seja a educação. É dinheiro jogado fora. Quando você ‘treina’ uma criança, ela leva o conhecimento para dentro de casa, já aprende a delimitar o tempo de utilização da água, não desperdiça”.
Flávia Gomes Gasparini
